Juno

É uma pena eu ter assistido a Juno só agora, a minha torcida pelo Oscar teria sido mais intensa.

Mas creio que tenha vindo em boa hora. É o pequeno filme mais singelo desde Little Miss Sunshine, e essas doses de ingenuidade, tão perfeitamente postas na tela, são às vezes necessárias para aquietar o coração.

A mensagem do filme é tão despretensiosa, mas ao mesmo tempo tão bonita, que é impossível não ficar tocado. Faz a gente acreditar de novo que um amor perfeito e bonito pode ser cultivado sim, a despeito das adversidades.

E pensar que toda essa história saiu da mente de uma ex stripper, só reforça a teoria.

Não bastasse, o roteiro singelo é casado com a trilha sonora perfeita. Com Moldy Peaches e Barry Louis Polisar repetindo ad infiniton nos momentos exatos e Kimya Dawson dando o andamento geral. E pra finalizar, Cat Power, cantando Sea of Love (mar de bem?) no momento mais especial do filme.

Obras assim, que como o livro do John O’Farrel, te mostram problemas da vida que terminam com finais felizes são injeções de otimismo que às vezes a gente precisa pra continuar funcionando.

Respondendo a uma pergunta minha mesmo: dá pra ser feliz sim.

3 comentários em “Juno”

  1. Line:

    Seu jeito de falar das coisas é tao doce … sempre venho aqui, mas nunca comentei. Que bom q vc ta animado …

  2. Arturo Bandini:

    Você pode sempre vir aqui, mas obviamente não me entende.

  3. Riani:

    Esse filme me deprime. A protagonista é doce e “delicada” demais pra ser tanto, pelo menos na minha concepção. Vi o filme no momento errado e do lado da pessoa errada. Você pode ter o tamanho que for, seja num porte físico, em conquistas financeiras ou intelectuais exageradas. Você pode ser e ter o mundo, que, conquistar um pequeno coração, de alguém que exale modéstia, vai depender só desse alguém. Isso é injusto, entende? Às vezes, o máximo que um homem, batalhador que seja, consegue chegar, é no patético momento de se cruzar os braços e observar um sonho sendo varrido pelas circunstâncias.

    Merda de vida.

    Vou dormir e espero que a Terra desmanche antes que eu acorde.

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